Ontem a Ana me ligou e resolvi dar uma esticadinha no dia com ela no Del Rey. Teoricamente, o pretexto para a saída ela comprar tênis. Ela, claro, porque eu estou sem um centavo para gastos "superfluos". As aspas, bem, é porque eu realmente preciso de um tênis depois que o meu querido all star branco perdeu a sola. Mas enfim... o fato é que estávamos com muita saudade uma da outra e de termos um tempinho para reclamar do mundo assim, sem julgamento, só nós duas, do jeito que amigas sabem fazer.
E incrivelmente, apesar da oportunidade tentadora, eu não tinha nada do que reclamar. A Ana até fez uma brincadeira do tipo "escolhe um tênis pra ficar com a vida perfeita", e eu respondi que não precisava de tênis pra isso. "Namorado, então?", ela disse. Eu disse também que não. "Então você já tá na vida perfeita?", rebateu. E eu pensei mesmo numa coisa que eu queria, que estava faltando na minha vida, mas não consegui. "É, eu acho que tô'.
Engraçado como depende de um confrontamento, de alguém de fora interferir pra gente perceber que tem mesmo uma vida boa pra caramba. Mas pelo menos isso aconteceu logo comigo. Eu acabei de completar um mês "fora de casa", me sustentando e tendo de lidar com todas aquelas preocupações de dona-de-casa. E quer saber? Apesar de ainda estar dormindo na cama dos outros, de ter minhas coisas em caixas, eu estou indo muito bem. Eu tenho amigos, organização, saúde, emprego, esperteza, força, amor. Tenho Deus e tenho meus pais. Eu tenho fé. Eu sou feliz, e demais.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Planejar. Pra quê?
Então foi Natal. E ele passou. E teve a virada, e ela também passou. E daqui a pouco será Carnaval, e Páscoa, e meu aniversário, e minha formatura, e Dia das Crianças, e um monte de feriados, e Natal de novo. E tudo vai passando como sempre.
Não sei se essa certeza de que as coisas estarão sempre aí, correndo sempre do mesmo jeito, é boa. Descartes uma vez se perguntou sobre isso, e eu fico muito feliz de pensar a mesma coisa que ele: "como eu sei que, depois de o Sol se pôr, ele voltará amanhã, exatamente do mesmo jeito?".
A verdade é que a gente não sabe. Mas espera, com muitas esperanças mesmo. Tanto é assim que a gente sonha, faz planos para muitos dias seguintes e trabalha firmemente para cumpri-los, na fé de que todos os dias o Sol cumprirá o trabalho dele, e assim nós também poderemos cumprir o nosso.
Coisa estranha.
Da mesma forma, as pessoas esperam muitas coisas de nós. Que nos dediquemos aos estudos, que sejamos capazes de ganhar algum dinheiro depois de uma certa idade, que sejamos bons, honestos e que apliquemos tudo que ouvimos às nossas vidas. Na verdade, a gente não tem a menor obrigação de corresponder a nenhuma expectativa. Exatamente como o Sol. Ser tudo isso, e buscar independência, é uma coisa que é boa pra gente, mas que se não for verdade, não serve de nada. A gente pode parecer muita coisa, e ser muito pouca na realidade.
Tenho amigos que ainda não descobriram essa verdade. Vivem sob o peso de ter de preencher essa pessoa pública que criaram para ele. A mim, me parece uma grande perda de tempo.
"Mas então... correr atrás de quê?", você deve estar se perguntando. Especialmente agora, que o ano está começando, e todos estamos fazendo planos e anotando resoluções que, quase certamente, não serão cumpridas. O que precisamos mesmo é correr atrás de nada. Nada. Mesmo. E isso é muito legal de se ouvir e tal, mas muito difícil de se colocar em prática. Posso contar nos dedos as pessoas que conseguiram colocá-la em prática.
Eu não sou um bom exemplo, mas acho que estou me adequando... aos poucos. Estou fazendo planos para a próxima semana só, e só. É quase um tratamento anti-drogas, porque estou viciada nessa correria louca e nessa busca por uma vida melhor. Mas, aos poucos, estou percebendo que correr atrás do futuro é "correr atrás do vento".
A tarefa é muito difícil, mas tentarei fazer dessa a minha resolução para 2010. Viver o hoje, vivê-lo ao máximo, e diminuir as pre-ocupações inúteis.
Não sei se essa certeza de que as coisas estarão sempre aí, correndo sempre do mesmo jeito, é boa. Descartes uma vez se perguntou sobre isso, e eu fico muito feliz de pensar a mesma coisa que ele: "como eu sei que, depois de o Sol se pôr, ele voltará amanhã, exatamente do mesmo jeito?".
A verdade é que a gente não sabe. Mas espera, com muitas esperanças mesmo. Tanto é assim que a gente sonha, faz planos para muitos dias seguintes e trabalha firmemente para cumpri-los, na fé de que todos os dias o Sol cumprirá o trabalho dele, e assim nós também poderemos cumprir o nosso.
Coisa estranha.
Da mesma forma, as pessoas esperam muitas coisas de nós. Que nos dediquemos aos estudos, que sejamos capazes de ganhar algum dinheiro depois de uma certa idade, que sejamos bons, honestos e que apliquemos tudo que ouvimos às nossas vidas. Na verdade, a gente não tem a menor obrigação de corresponder a nenhuma expectativa. Exatamente como o Sol. Ser tudo isso, e buscar independência, é uma coisa que é boa pra gente, mas que se não for verdade, não serve de nada. A gente pode parecer muita coisa, e ser muito pouca na realidade.
Tenho amigos que ainda não descobriram essa verdade. Vivem sob o peso de ter de preencher essa pessoa pública que criaram para ele. A mim, me parece uma grande perda de tempo.
"Mas então... correr atrás de quê?", você deve estar se perguntando. Especialmente agora, que o ano está começando, e todos estamos fazendo planos e anotando resoluções que, quase certamente, não serão cumpridas. O que precisamos mesmo é correr atrás de nada. Nada. Mesmo. E isso é muito legal de se ouvir e tal, mas muito difícil de se colocar em prática. Posso contar nos dedos as pessoas que conseguiram colocá-la em prática.
Eu não sou um bom exemplo, mas acho que estou me adequando... aos poucos. Estou fazendo planos para a próxima semana só, e só. É quase um tratamento anti-drogas, porque estou viciada nessa correria louca e nessa busca por uma vida melhor. Mas, aos poucos, estou percebendo que correr atrás do futuro é "correr atrás do vento".
A tarefa é muito difícil, mas tentarei fazer dessa a minha resolução para 2010. Viver o hoje, vivê-lo ao máximo, e diminuir as pre-ocupações inúteis.
Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?
Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
(Mateus, 6, 25-27).
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Gravity
So then we're flying, and under our feet there is some heads, with heads under theirs feet.
Ad there is happiness all over, and smiling faces. All the hearts want to jump out of the bodies. They're too big to be arrested in some material prison.
And everybody shines. Our skin, and eyes, and mouths, and even our nails is shinning.
And suddenly we sit in this really infinit green grass in a calm sunday morning, and He will talk. In His words there's Truth. Our minds will find peace and our spirit, home.
And we'll walk to Eternity. There's no past, no future, no gravity.
This day is coming. I know.
Ad there is happiness all over, and smiling faces. All the hearts want to jump out of the bodies. They're too big to be arrested in some material prison.
And everybody shines. Our skin, and eyes, and mouths, and even our nails is shinning.
And suddenly we sit in this really infinit green grass in a calm sunday morning, and He will talk. In His words there's Truth. Our minds will find peace and our spirit, home.
And we'll walk to Eternity. There's no past, no future, no gravity.
This day is coming. I know.
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sábado, 19 de dezembro de 2009
É possível
Incrível como eu tô, mesmo, numa vibe de filme adolescente de superação.
Não é só a trilha sonora do momento que me empolga a andar saltitante e pensar em como eu posso ser uma pessoa melhor. Eu realmente estou fazendo isso!
Estou realmente dizendo o que eu penso - desculpa, isso pode doar a algumas pessoas -, me abrindo com as pessoas de verdade, indo atrás do que eu quero pra minha vida. E isso é tããão legal!
Hoje foi o fatídico dia da pintura do meu novo apê, e cara, FICOU LINDO!
Só de ter tirado o maldito verde das paredes, portas e ferragens já foi uma excelente coisa, mas realmente ficou bonito. Valorizou o lugar que é massa, para as pessoas massas que vão morar nele a partir da virada do ano.
Cara, amo a gente (como diria Eriquita).
Em breve muitos convites para almoços, chás e saídas com término na minha casa.
E Deus seja eternamente bendito.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Bad mood
Boa combinação não pode ser
Cabeça cheia, coração vazio
Mas, afinal, o que se há de fazer?
Melhor é a um triste só se prometer
Do que a vida passar a correr
Atrás de um coração alegre, mas vadio.
(Será?)
Cabeça cheia, coração vazio
Mas, afinal, o que se há de fazer?
Melhor é a um triste só se prometer
Do que a vida passar a correr
Atrás de um coração alegre, mas vadio.
(Será?)
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